Já se perguntou: por que eu leio?

21 de junho de 2022 - Regiane Silva

Livros acadêmicos: História da literatura universal, Teoria e crítica literária

Iniciei a leitura de A biblioteca da meia-noite, de Matt Haig, e fiquei pensativa nas primeiras páginas. É um livro, aparentemente, intenso e cheio de lições.

Uma mulher, Nora, tem uma vida cheia de arrependimentos e vive em uma depressão que parece não ter fim. Por isso, ela decide que está na hora de deixar de viver. No entanto, uma nova chance aparece: Nora ganha a oportunidade de ver como seria sua vida se ela alterasse as decisões que a fizeram chegar onde estava.

Enquanto eu estava lendo, conhecendo a personagem, lembrei-me da aula que fiz hoje do meu curso (faço faculdade de Letras bacharelado). Nessa fase, estou com duas matérias: História da literatura universal e Teoria e crítica literária. Nesta última, estou aprendendo os estudos de críticos a respeito da literatura, como os livros chegaram a ser considerados literatura e qual a linha base que um crítico utiliza para analisar uma obra, dando a relevância que ela merece.

A aula que me deixou pensativa foi Estética da recepção: texto e leitor. Essa abordagem crítica leva em consideração mais o leitor do que o autor e o texto. A pergunta recorrente é: por que as pessoas leem tal livro?

A professora, durante a aula, disse para nos questionarmos: por que eu leio? O que me leva a escolher determinado livro?

No começo, pensei: “Que coisa boba!”

Parecia muito óbvia a resposta. Contudo, quando parei para analisar o motivo de eu ler A biblioteca da meia-noite, percebi que não era tão simples. Eu sou aquela leitora que vai de um romance clichê a um de época, depois leio algo intenso e triste, caminhando, em seguida, para algo pesado e sombrio.

São vários os motivos para eu escolher um livro. Não é automático ou aleatório, e só agora me dei conta disso.

Às vezes, apenas quero ler qualquer coisa. Postagens em blogs, artigos, textos no Instagram, revistas online etc., não importa o conteúdo, eu apenas quero ler.

Mas tem os dias que estou deprimida, afundada na escuridão dentro de mim. Geralmente, nesses dias, escolho histórias intensas e sombrias. Foi assim que conheci os Dark Romances.

Quando estou sonhadora, feliz, procuro romances fofos e leves. Aquele clichê estilo sessão da tarde é muito bem-vindo nessas épocas.

Os dias em que me sinto determinada, cheia de planos e com a visão lá na frente, procuro os livros de personagens empoderadas, destemidas, e com hots.

Entretanto, tem aqueles dias em que estou em paz comigo e com o mundo. Só quero aproveitar a vida e me amar do jeitinho que sou. São dias leves. Nesses momentos, escolho temáticas espirituais ou de autoconhecimento. Também gosto muito de autobiografias e ler a respeito de alguém que fez algo relevante para o mundo. Livros com o objetivo de passar lições importantes, correspondendo assim com o que estou sentindo, são os escolhidos. A biblioteca da meia-noite surgiu em minha lista de livros dessa maneira.

Texto grifado do livro Teoria e crítica literária: “Os teóricos percebem que as duas questões mais importantes que eles se colocam — o que é literatura? como estudar os textos? — significam perguntar por que se lê um livro.”

Tudo isso parece bobeira, mas há críticos literários que se baseiam nas escolhas dos leitores para avaliar uma obra. O leitor é muito importante para a formação da literatura, não basta existir apenas autor e texto, precisa de um receptor.

Eu sou aquela receptora que não se prende apenas a um gênero literário, gosto de tudo. Gosto de ler. Os livros simbolizam minhas fases da vida, porque sou como a lua, nunca sou a mesma. Por isso, tenho uma variedade de livros na estante, uma variedade de histórias e ensinamentos, e também um vasto conteúdo apenas para saciar minhas fases e me divertir nos momentos difíceis.

E você, quais são os motivos que te fazem escolher um livro para ler?

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Foto Regiane Silva Regiane Silva

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